MGEO

TERMOS GERAIS PARA O RECEBIMENTO DE PEÇAS DE  RESGATE ARQUEOLÓGICO 

  1. Deverá ser seguida a Portaria 271, de 01 de agosto de 2025; 
  2. Os bens coletados deverão ser inventariados pelo arqueólogo antes de serem entregues à Instituição de Guarda e Pesquisa;
  3. O projeto deverá prever que os bens coletados serão analisados pelo pesquisador e equipe antes de serem entregues à Instituição de Guarda e Pesquisa. Por análise entende-se a tabulação e a interpretação dos dados brutos de forma a gerar informações, correlações e conclusões; 
  4. As informações associadas aos bens arqueológicos, como relatórios, cópias de caderno de campo, fotografias, fichas topográficas, fichas de análise, registros de áudio e/ou vídeo etc., deverão necessariamente ser encaminhadas pelo pesquisador às Instituições de Guarda e Pesquisa, para fins de interpretação e posterior contextualização do acervo na exposição e demais atividades. 

 

PASSO-A-PASSO PARA O INVENTÁRIO DAS PEÇAS DE RESGATE ARQUEOLÓGICO 

  1. Todas as peças deverão ser inventariadas conforme a catalogação fornecida pelo MGEO. Para isso, o primeiro passo é informar o número total de peças que serão entregues ao MGEO; 
  2. Em seguida, o museu fornecerá uma tabela com todos os números de inventário solicitados, aos quais serão vinculados: Sigla do sítio com três letras + Numeração sequencial da coleção (1, 2, 3, 4, …) Ex: XXX.1. Esses códigos não devem ser alterados; 
  3. De posse desses números de inventário, as peças deverão ser registradas sequencialmente e fotografadas em, pelo menos, duas visadas. Esse número deve constar tanto fisicamente na peça, quando possível, e em etiquetas (Anexo I), acondicionadas em sacos modelo ziplock; 
  4. Dessa forma, é esperado que cada peça de resgate esteja inventariada com uma etiqueta de registro acondicionada em um saco plástico modelo ziplock. Todo o conjunto peça + etiqueta deve ser acondicionado em um saco plástico ziplock compatível com o volume da peça, quando possível; 

 

PASSO-A-PASSO PARA O ACONDICIONAMENTO DAS PEÇAS DE RESGATE ARQUEOLÓGICO

  1. Respeitando-se o solicitado anteriormente, o conjunto peças + etiqueta de registro deve ser acondicionado apenas em caixa marfinite 1013 branca com tampa ou caixa marfinite 1012 branca com tampa; 
  2. O volume máximo de preenchimento não poderá ultrapassar 60% da caixa; 
  3. Peças pouco resistentes deverão ser acondicionadas de modo a não sofrerem danos. Da mesma forma, peças com volumes superiores ao tamanho convencional da caixa deverão ser acondicionadas respeitando-se o sugerido na Portaria 196, de 18 de março de 2016, sob consulta e aprovação do IPHAN;
  4. As caixas devem ser identificadas com a etiqueta padrão do MGEO (Anexo I). Essa etiqueta deve estar bem impressa em material adesivo e colada em pelo menos 3 locais da caixa, incluindo a tampa quando for o caso.

MANUAL DE REGISTRO DE ARTEFATOS ARQUEOLÓGICOS

Etiqueta Da Caixa 

  • COLEÇÃO: nome do sítio; 
  • ENDOSSO: número; 
  • N.º DE PEÇAS: número de registro inicial e final dos artefatos da caixa. 
  • SÍTIO: nome do sítio conforme CNSA; 
  • PROJETO: informar o nome do projeto conforme aprovado pelo IPHAN (mesmo nome do Endosso); 
  • MATERIAL: especificar a matéria-prima (ex.: lítico, cerâmico, ósseo, vidro etc.); 
  • CAIXA NÚMERO: número sequencial do acervo por sítio, a partir de 1; 

Etiqueta das Peças 

(todas as etiquetas devem ser acondicionadas em sacos plásticos modelo ziplock.) 

  • N.º DE REGISTRO DA PEÇA: seguir o registro da peça (XXX.1 – três letras maiúsculas evitando a primeira ser S referindo-se à palavra sítio, seguida de ponto e número inteiro sequencial). O arqueólogo ou arqueóloga poderá incluir, no número de registro da peça, as informações que porventura interpretar necessárias, seguindo a metodologia pessoal. O que se reforça é a necessidade que o início do código seja regido pela tipologia de nomenclatura estabelecida pelo Museu de Geociências 
  • ENDOSSO: número; 
  • SÍTIO: nome do sítio por extenso; 
  • R.A.: Região Administrativa; 
  • PROJETO: nome do projeto por extenso; 
  • ORIGEM DA PEÇA: procedência da peça nas escavações; 
  • NÍVEL: nível estratigráfico da peça nas escavações; 
  • MATERIAL: especificar a matéria-prima (ex. lítico, cerâmico, ósseo, vidro etc.); 
  • DATA: data da coleta; 
  • ARQUEÓLOGA(O): responsável pelo preenchimento da ficha. 

ESPECIFICAÇÕES DE ACONDICIONAMENTO  

  1. Caixa marfinite 1013 branca com tampa ou caixa marfinite 1012 branca com tampa (consultar o site oficial), ocupada até 60% do volume total. 
  2. As etiquetas devem ser fixadas em pelo menos três posições externas na caixa, incluindo a tampa. 
  3. Em casos de peças muito pesadas ou de grande volume, é necessário que o empreendedor forneça um suporte adequado autorizado pelo IPHAN